As palavras pronunciadas passam, as escritas permanecem; as pronunciadas entram pelos ouvidos, as escritas pelos olhos. ( Padre Antonio Vieira)
Atentando Para a Conjugação
Atenção às semelhanças entre os verbos e as falsas
derivações, pois costumam levar a erros de flexão verbal.
- Os verbos “ver” e “vir” têm a mesma forma, respectivamente, na primeira pessoa plural do perfeito e do presente do indicativo: “ Vimos muitas pessoas lá.”” Vimos protestar contra as más condições dos hospitais.” A flexão “viemos” corresponde ao perfeito deste último verbo: “ Viemos ontem e não voltaremos amanhã”;
- “Provir” vem de “vir”, mas “prover” não se origina de “ver”. Desta maneira, é correto dizer que “ o sucesso de alguém proveio de muito esforço”, mas não que “ o pai proviu a casa do necessitado”. O correto é “ proveu” ( abasteceu);
- “Intervir” é o verbo “ vir” antecedido do prefixo “inter”. Devem-se então evitar as flexões “ intervi”, “interviu”, “intervira”, “interviram”. As formas corretas são intervim, interveio, interviera, intervieram.
- Derivados do verbo “ter” ( a exemplo de conter ) merecem atenção no perfeito do indicativo e nos tempos dele derivados (mais -que-perfeito do indicativo, imperfeito do subjuntivo, e futuro do subjuntivo ). Do contrário vai se cometer o costumeiro engano: “Se não contermos o que as crianças querem ver, elas se tornarão violentas.” O correto é contivermos.
- Há cinco verbos terminados em “ear” que recebem “e” no radical das formas rizotônicas. São eles : “mediar”, “ansiar”, “remediar”, “incendiar’ e “odiar”.
Deve-se dizer, por exemplo, que “alguém intermedeia (e não “intermedia”) as negociações". Quem previne "remedeia" e não "remedia".
Observação: este blog foi construido com o uso de arquivos pequenos, levando em conta a realidade das escolas públicas brasileiras que na sua quase totalidade possuem acesso à Internet de "baixa velocidade".

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